DAS BONECAS AOS CHUTOS…

…E À PURA ARTE NO “TEMPLO” DE DIANA

O Templo de Diana é um monumento nacional que fica em Évora.

É lá que está um espaço que foi construído no século I DC, considerado Património Mundial pela UNESCO, em 1986. Mas quem for procurar mais informação ficará também a saber que, e passamos, a citar trata-se de um «ex-líbris da cidade, uma espécie de cartão de visita».

A lenda até acrescenta que a construção é uma homenagem “à Deusa da Caça” e vai mais longe, referindo ser igualmente edificado para homenagear o Imperador Augusto, venerado como um Deus.

Existem, na verdade, outros Templos de Diana, um até na Grécia, na Madeira não há qualquer registo mas meio a sério meio a brincar, pode-se dizer que não havendo nada para venerar por estas bandas, bem que se pode aproveitar a Diana que tem passado aos nossos olhos para nos curvarmos à sua bola e, por exemplo, deliciarmo-nos, “espumando” toneladas de competência para as diversas idades que vai apresentando e que nesta altura “já” lhe concedem 11 aninhos.

DAS BONECAS AOS CHUTOS
«O FUTEBOL É A MINHA PAIXÃO, QUERO
SER PROFISSIONAL» CÁ E LÁ…!

A Diana que, devotamente, nos curvamos à sua competência, tem, efectivamente, 11 anos, está, digamos, bem próximo de completar os 12.

Joga, tem jogado no CS Marítimo quer o assunto verse equipas femininas ou mistas num futebol que também tem assento nas selecções da Madeira.

Pudera…! Prescindir-se da sua bola mesmo quando se fala naquela que deve ser sempre uma espécie de tropa de elite, seria uma “blasfémia” e nesse aspecto nem os grandes da bola continental o fazem, “fazendo fila” para a verem e acompanharem todo o seu processo formativo/evolutivo e não nos admira mesmo nada nada que um “dia destes” ela meta-se no aviãozinho para regressar à ilha apenas nas férias da bola. Que o diga, por exemplo, o Sporting CP que soltou as amarras e que anda com uma vontadinha de a prender, de acordo com informações que tivemos acesso em Alcochete.

Diana Faria, qual jóia da coroa verde-rubra, começou a jogar futebol aos 6 anos, vivia-se os tempos do COVID e foi num dia e numa reportagem do Canal 11 que passou a ficar mais “famosa”, quando vieram à Madeira para fazer um trabalho com Telma Encarnação. Diana deu nas vistas e logo perguntaram pelos pais da menina para que ela pudesse também prestar um depoimento.

Tinha na altura dois a três meses de futebol mas a verdade é que já ia dando algum brado. O brado que ela ia dando rimava com a bela disposição que também a caracteriza fora dos relvados, não admirando nada que nos diga ser «muito fixe jogar, muito fixe conversar com os colegas», garantindo-nos que «o futebol é a minha paixão».

Rebobinando a cassete do tempo, recorda que «quando era mais pequenita, larguei as bonecas e passei a chutar uma bolas». Uma vontade que acabou por não passar despercebida ao seu pai, bastando umas conversitas para se chegar, digamos, a um acordo. Daí até começar a jogar no CS Marítimo foi um ápice. «Perguntou-me se queria que eu fosse, concordei e fui e está a ser melhor do que eu alguma vez pensei», complementa.

O que é que te motiva mais no futebol? «Motiva-me o jogar bem, o comportar-me bem e ser um dia jogadora profissional no CS Marítimo e no Sporting CP».

A dupla leoa, já se viu, tem essa especial predilecção e sobre a sua experiência nos verde e brancos, diz ter sido «muito boa. Foi no Campo Universitário e ultrapassou todas as minhas expectativas».

BÁRBARA, JOANA E TELMA COM LUGAR NO MUNDO “MÁGICO” DE DIANA

No reino de Diana há um lugar verdadeiramente especial para o seu Marítimo, dominando, na ilha,  todas as suas preferências, o mesmo acontecendo com o Sporting CP, no continente. O estrangeiro tem no seu coração um lugar mais carinhoso dedicado ao PSG.

Passando às atletas que mais “impacto” produzem, na ilha solta os nomes de Joana Silva e Bárbara Santos, dizendo que no continente o mesmo acontece com Telma Encarnação, Brenda Perez e Diana Silva.

Aitana Bonmatí, recolhe um maior número de “votos” quando escolhe a atleta que mais gosta a evoluir no estrangeiro.

No futebol masculino e muito embora goste de ver jogar muita gente, lá “soletrou” o nome de dois leões de Alvalade, um que ali jogou, Gyokeres, e outro (Maxi Araújo) que tem contrato com o Sporting CP até 2030. A finalizar e muito embora não deixe de dizer que adoraria jogar no Sporting CP, manifesta o sonho de um dia poder vir a representar um destes colossos: Manchester City ou PSG.

CINCO TAÇAS EM QUATRO DIAS

«Foi uma boa época», diz-nos, relativamente à produtividade exibida em 2025/26. Diana vai mais longe e refere ter conseguido «os objectivos», exemplificando, por exemplo, com o facto de ter conquistado «cinco taças em quatro dias (Taça da Madeira de sub-13 no futsal; taça de platina sub-12 masculinos; Taça da Madeira de infantis femininos; Divisão de Honra sub-13 femininos e Camacha Cup, nos sub-12 masculinos). As férias ainda decorrem mas já se avista o que aí vem, com Diana a ir jogar nos sub-13,  versão mista e naturalmente nas equipas femininas, com o objetivo de «continuar a evoluir e ganhar o máximo de taças». Enquanto tal não acontece, prepara-se e até faz treino personalizado com Igor e Pedro Pita. «O meu pé não dominante (direito) melhorou bastante, até já marco golos e até já marquei no ângulo», confessa-nos.

Aquela que se considera «uma maritimista de gema», diz-nos que ainda não está preparada para sair da Madeira para fixar-se num outro clube, acha que tudo o que possa vir a acontecer será mesmo na altura certa, exalta os seus pontos mais fortes do seu jogo, referindo, por exemplo, gostar mais de jogar a extremo-direito para depois vir para o meio e chutar. É mais fácil para fazer a jogada…!”, acreditando que é boa na finta e na parte técnica, precisando de melhorar no cruzar com o pé direito.

Recorda-se de um jogo de uma forma especial, o Marítimo – Barreirense, relativo à meia-final da Taça de Platina como o «melhor da época» passada, valorizando também a passagem pela Camacha Cup, não só «por ter ganho mas por termos jogado bem em termos colectivos» e ainda o Marítimo Centenário, sobretudo por ter sido disputado no estádio e na sempre aprazível relva natural.

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