13 ANOS A PARTIR PEDRA CANSA…!
Nuno Cruz encerrou um ciclo de 13 anos à frente do futebol feminino desta ilha.
Na hora da despedida, em grande entrevista concedida à Bola Gira, fala de muita coisa: do orgulho em representar a Madeira, do trajecto que fez, da marca que deixou, desejando o maior sucesso ao seu sucessor. Um tempo onde, contudo, nem tudo foi fácil. «Foram 13 anos a partir pedra», “rachada” em conjunto com as jogadoras da época que designa de «clássicas». Muitos outros assuntos fazem parte deste “documento” com aquele que agora passa a orientar outra selecção: a sua família com “portas e janelas” para o Ensino mas com o futebol sempre presente, acompanhando os tempos…
BOLA GIRA – Que balanço faz a estes 13 anos como seleccionador e coordenador do futebol feminino da ilha?
Nuno Cruz – Efectivamente coordenava e era seleccionador de todos os escalões e também era adjunto dos masculinos. Tínhamos ainda o futebol de praia e os séniores que tinham participação nacional de dois em dois anos, sem esquecer as selecções de sub-14 e ainda o Walking Football que eu e o Humberto Fernandes iniciámos e que agora está entregue ao Tiago Romão.
CRESCIMENTO MUITO GRANDE
Saio mesmo muito satisfeito, lembro-me que pegámos com algumas dificuldades, dado que tinham registado um desempenho muito mau no ano anterior. Houve, efectivamente, um crescimento muito grande e que coincidiu com uma aposta forte da Federação Portuguesa de Futebol, da própria FIFA e da UEFA como por exemplo no apoio material nos Centros de Treino da FIFA Academy…
Nesses treze anos também vimos muitas jogadoras em estágios das selecções, de que foi exemplo a Telma (Encarnação) que no início ainda estava no ADRC Os Xavelhas, a par de outras como a Tânia Mateus, Nicole Nunes, Júlia Mateus, Lara Costa, Carolina Rodrigues e as mais recentes, a Bruna, a “Carol” ou a Mariana (Ferreira).
Também registo com agrado as mensagens de apoio que recebi, algumas delas de atletas que já não estão a jogar na Madeira como foi o caso das irmãs Maria e da Margarida Abreu e que também trabalharam connosco, a par de outras que também jogam fora e que têm conhecido o sucesso.
Lembro-me, por exemplo, da Lara Perestrelo que está no Torreense, da Inês Freitas, da Inês Silva e da primeira capitã que foi a Paula Fernandes que está agora no Guimarães. Eram mesmo muitas e costumava mesmo dizer que não havia jogadora madeirense que não tenha ido às selecções nacionais sem passar pela da Madeira.

O PESO DO ORGULHO
Trabalhávamos com orgulho, representando a região para todos os madeirenses no mundo. Tinha mesmo de pesar o orgulho, numa selecção que era o degrau abaixo das selecções nacionais.
Tínhamos reuniões periódicas com as pessoas da Federação, fizemos várias formações, tínhamos uma relação muito estreita, também com o intuito de promovê-las com o objectivo de representar a selecção.
ORGULHO NA MARCA QUE DEIXEI
Uma ligeira pausa e atira:
Tenho uma enorme satisfação e orgulho em ver o trajecto que realizei, a marca que deixei, que acho, sinceramente, que foi muito boa, desejando que quem venha possa fazer melhor, numa boa continuidade, em prol das jogadoras da ilha e do futebol feminino em geral.
O nosso trabalho era feito com base numa palavra: respeito, palavra essa fundamental num respeito por elas e por tudo o que fazíamos.
Para nós as selecções tinham mesmo de ser uma verdadeira família e foi com base também nesse pressuposto que tivemos, por exemplo, encarregados de educação que foram fortes e fundamentais no apoio, mesmo se sabendo que não era nada fácil ir a todos os lados até pelo desgaste económico que acarretava.
A SAÍDA TEM ANOS…!
B.G – Quando é que tomou a decisão de sair?
N.C – Contrariamente ao que se diz, foi pensada e amadurecida há já alguns anos, nomeadamente quando entrei no nono/décimo ano de trabalho.
Nessa altura já vinha manifestando a vontade de sair. Esta decisão, como disse, já vem sendo pensada e informada desde essa altura. Estava a ser preparada e agora está consumada. Entendo que há cargos que devem ser cíclicos. Ao desgaste que havia… a saída poderia até ter acontecido mais cedo mas, lá está, tudo acaba por acontecer na altura certa. Acabei, é verdade, por arrastar a decisão, devido ao respeito que tenho pelas pessoas que sempre acreditaram no meu trabalho e, essencialmente, pelas jogadoras que acreditavam muito no processo.
B.G – Há quem relacione a sua saída com o futuro da competição regional que promete grandes dificuldades…
N.C – Esta é realmente uma fase de dificuldades mas que nada tem a ver com o timming da minha saída como anteriormente expliquei. Neste momento temos dois clubes na Madeira que apostam mais, os outros têm menos poder. Temos nas séniores dois clubes a apostar forte que são o CD Nacional e o SC Santacruzense.
Torna-se, a meu ver, necessário, a criação de um Plano Estratégico, deixei escrito aquilo que considerava ser bom para desenvolver o futebol feminino na Madeira…
B.G – Diga-nos em traços gerais quais são as linhas de força que, em sua opinião, o futebol feminino se deve reger?
N.C – Como disse alguns dos pontos estão no documento que deixei na Associação. Existem alguns que podem ser mais difíceis de concretizar, dado requererem um investimento quer dos clubes como da própria Associação. Desde o “Abraço ao Futebol”, a projectos que têm também a ver com o Desporto Escolar, uma maior divulgação, acções de sensibilização que são necessárias, essencialmente na base, no primeiro ciclo, provocando um envolvimento de todos, gerando um consequente interesse dos dirigentes dos clubes que também devem ter essa responsabilidade. Um simples panfleto, uma simples presença, manifestando interesse em receber jogadoras pode vir a fazer a diferença.
Torna-se também importante, nos escalões mais baixos e dentro das próprias escolas, fazerem-se torneios, nem que seja 3×3 e pensar-se em várias estratégias para que o futebol feminino tenha a força que merece.
OBSTÁCULOS EM SÉRIE
B.G – Uma nova paragem e uma nova reflexão…
N.C – Olhe, 13 anos a partir pedra… cansa. Temos de contornar muitos obstáculos, é muito complicado contornar tudo por muito que queiramos porque existem muitos obstáculos no caminho. Tenho uma enorme paixão pela Formação, pelo respectivo crescimento e temos mesmo de ter muita paixão pelo que fazemos.
REFLECTIR E INTERVIR…!
B.G – Qual é a leitura que faz do presente?
N.C – Olhe, acho que torna-se imperiosa uma reflexão e tomarem-se decisões, fazer-se uma intervenção rápida sob pena de perdermos algum avanço, de perdermos inscrições e algum interesse. Espero, muito sinceramente, que não se perca o comboio, uma vez que a Madeira tem trabalhado muito bem até agora. Acho mesmo que as pessoas não têm noção do que se trabalha, se bem que já se saiba que o agradar a todos é mesmo impossível.
Temos um excelente Coordenador-Técnico, o prof. Humberto que trabalha 24 horas sobre 24 horas e um grupo de pessoas que trabalha em prol do nosso futebol, futsal e do walking football.
Espero que o meu sucessor tenha sucesso, temos um Departamento Técnico muito competente, mesmo que seja incompreendido por alguns…
B.G – Como é que interpreta as mais recentes desistências do Caniçal e do Estrela da Calheta?
N.C – Neste momento não estão, é verdade, inscritos mas o departamento técnico está a trabalhar para que possam voltar o mais rapidamente possível ao activo. Não se inscreveram para esta temporada mas acredito que trabalharão para voltar e de uma forma firme, sendo certo que é fundamental que apareçam mais clubes. Há vontade de termos, no mínimo, quatro equipas para termos campeonato nacional…
A minha preocupação, o mais importante são as bases, é aí que temos de trabalhar muito para termos atletas benjamins, petizes, mais concentrações, mais dias de futebol feminino e fazermos ainda mais festas…
B.G – As festas terão um efeito significativo para a promoção…
N.C – Sem dúvida: a Festa cresceu ao nível das participações. Tive a feliz ideia de juntar as “clássicas” jogadoras a apoiar as mais novinhas nesse evento. Tratou-se de uma presença importantíssima porque foi com elas que um dia tudo começou…
A FORÇA DAS “CLÁSSICAS”
B.G – Uma constatação…
N.C – Não se pode nunca esquecer quem partiu pedra. Essas “clássicas” jogadoras fizeram-no durante muitos anos, foram mesmo as grandes pioneiras do futebol feminino na Madeira.
Chegámos a ter até mais equipas mas a verdade é que não tinham condições, por isso tenho a obrigação de reconhecer e considerar o grande trabalho que fizeram, algumas delas, é verdade, ainda estão no activo, outras por opção já não jogam…
B.G – Acabou-se por abrir uma porta…!
N.C – Sim, tudo isso deu-nos mais condições, mais oportunidades e agora estamos a recolher dividendos e a continuar a passar o testemunho.
Aproveito a oportunidade para fazer um agradecimento à anterior Direcção e o convite do prof. Humberto para integrar a Associação bem como um outro aos actuais corpos sociais… Queriam que continuasse e agradeço o apoio, reconhecimento e vontade manifestados quando foram eleitos.
DO PELADO DO POMAR AO GABINETE…!
Tudo começou no CD Nacional. Depois lá veio o CD Barreirense que na altura era satélite do CS Marítimo. O futuro, a partir dessa etapa, estava direccionado para a Associação de Futebol da Madeira. 13 anos, como diz, como selecionador e coordenador do futebol feminino mas também com responsabilidades no masculino.
Voltando ao início, na Choupana, começou por treinar os sub-8 e sub-9 e numa altura em que ainda se trabalhava no pelado do Campo do Pomar e depois as juniores femininas. No CD Barreirense, a etapa seguinte, trabalhou com os iniciados e mais tarde na equipa C e iniciados B do CS Marítimo, numa etapa de grande proximidade e crescimento com Osvaldo, Henrique e Amândio – «foi um privilégio trabalhar em conjunto com esses grandes nomes». Mais tarde, diz, aceitaria o convite do prof. Nelson Caldeira para integrar a equipa técnica dos iniciados A. O Gabinete Técnico da AFM seria a etapa seguinte até há bem pouco tempo atrás.
JÁ TEVE CONVITES MAS…
A PRÓXIMA SELECÇÃO SERÁ A FAMÍLIA

B.G – O futuro será…?
N.C – Vou mudar de selecção, segue-se a família que sempre esteve presente e que sempre me apoiou. Todas as decisões foram ponderadas e pensadas em conjunto, sem lugar a quaisquer imposições. Vou também voltar, cinco/seis anos depois, à escola.
O mais importante para mim é sempre a dedicação, a entrega e o profissionalismo. Entendo que tudo o que se faça, seja a treinar ou na Educação, tem de conter paixão, alegria, competência e respeito por todos. Acho importante e gosto de desenvolver competências, sejam físicas ou psicológicas, no Ensino ou no Desporto. Fazer crescer os jovens em todos os aspectos, contribuir para que sejam boas pessoas para a sociedade».
Sem se deter, Nuno Cruz, prosseguiu o seu raciocínio, referindo que «o futuro é ensino, só ensino, é o que pretendo, estando mais próximo da família de cá e de lá. Este, a este nível, é também um momento muito importante, recarregando energias perto dos que mais gostamos, nunca deixando de acompanhar e estudar o futebol».
Quando lhe perguntámos se tinha mais vontade em regressar ao desporto-rei pela porta da bola feminina, disse ser «treinador de futebol, não de géneros», reforçando contudo que o futuro pode vir a expressar-se em forma de treino ou em outras funções como na gestão. «Digo-lhe, contudo, que não é mesmo minha intenção reentrar durante a época, respeitando os colegas e a Associação», acrescentando já ter recebido alguns convites «mas não muitos…!»
MOMENTOS ESPECIAIS FORAM TODOS
MAS O CONTRIBUTO NO TRIUNFO DO LOPES DA SILVA «É HISTÓRICO»
Oh prof. diga lá qual foi, para si, a melhor jogadora que lhe passou pelas mãos?. A resposta foi pronta: »muitas. A Telma foi a que teve mais projecção mas seria injusto destacar alguma como a melhor.
Felizmente tive a oportunidade de trabalhar com tantas jogadoras com muita qualidade mas o mais importante é que ficaram grandes amizades e grande respeito». Um parêntesis aproveitado para recordar que foi Telma a marcar aquele que foi o primeiro golo de Portugal num Mundial.
Tive o privilégio de trabalhar com ela mas temos muitas, temos agora a Mariana, por exemplo, que tem muita qualidade e acredito que possa chegar longe. Temos muitas jogadoras que me marcaram como a Joana, Tânia, Nicole, Lara, Bruna, etc.
Nuno Cruz concorda, por outro lado, que a Madeira tem muitas jovens talentos a germinar, prontas a aparecer num plano superior… «Tem muitos, fiquei surpreendido pela positiva com estas jogadoras sub-11, tem muitas com muita qualidade. Temos de aproveitá-las, continuar a trabalhar esta base que é muito rica, não baixar os braços e continuar a dar vida».
Nuno Cruz disse num outro aspecto que escolheria um momento muito especial o «ter contribuído de alguma forma para a vitória dos sub-14 no Torneio Lopes da Silva», naquilo que diz configurar «um êxito histórico». Convidado a escolher o momento mais alto de todo o seu exercício de 13 anos no feminino atira com «todas as vezes que participámos nas selecções, todas as vezes que trabalhei com as jogadoras foram especiais, desde o primeiro dia, desde a primeira equipa»
ACREDITO E DESEJO
QUE O CD NACIONAL SEJA PUJANTE
Nuno Cruz, a dado momento, foi desafiado a falar de alguns projectos…!

Como a entrada do CD Nacional no feminino, opinando sobre as várias representações da bola de formação da ilha a nível nacional e da sua significância, comentando ainda a mais recente entrada da ADRC Os Xavelhas nesse mesmo firmamento.
B.G – Voltando ao futebol…Acredita num CD Nacional pujante no futuro?
N.C – Não só acredito como gostava que acontecesse e que pudessem, a exemplo dos masculinos, estar juntos nos campeonatos nacionais.
B.G – Acha possível duas equipas na I Liga (BPI)?
N.C – Tendo em conta que há uma quarta divisão, o campeonato é mais longo… Considero que as duas são importantes mas penso que o mais importante será não perdermos uma equipa na liga principal.
A maior projecção não pode nem deve gerar mais esquecimento, paralelamente deve haver uma preocupação acrescida para que a competição regional não saia prejudicada.
B.G – Como é que vê o presente e o futuro das representações nacionais do futebol feminino madeirense?
N.C – Acredito que, por exemplo, ao nível das selecções, continuaremos a fazer um bom trabalho nos Centros de Treino. Temos algumas dificuldades porque não dispomos de um espaço, uma Casa das Selecções, que era fundamental. Para além do Vale Paraíso que se tem falado, seria bom mais um campo no Funchal… muito tem feito o Liceu…!
Uma Academia é muito importante e o presidente Rui Coelho tem esse assunto pensado.
As condições no relvado da Camacha são boas, temos de agradecer à AD Camacha e também à AD Porto da Cruz e ao seu presidente Marco Câmara e ao Filipe Costa pela cedência do espaço no Porto da Cruz: de quinze em quinze dias, às segundas-feiras, treinamos uma semana com as sub-14 e uma outra com as sub-16.
As condições do Campo do IDRAM, na Camacha, são espectaculares, o relvado é muito bom, está muito bem tratado.
B.G – Está satisfeito com o comportamento que tem sido feito pelas sub-19 do CS Marítimo nos campeonatos nacionais?
N.C – É importante continuarem por lá… É importante continuarem a desenvolver uma boa prestação, nomeadamente se o objectivo passar por alimentar a equipa principal, dando também uma outra visibilidade à competição regional.
B.G – Segue-se também neste escalão, o aparecimento da ADRC Os Xavelhas no patamar nacional. Como analisa esta situação?
N.C – Se tiverem condições de participar cá e lá… apoio!. Se não tivermos as bases, na minha opinião, não terá grande sucesso.
É importante a visibilidade que é capaz de proporcionar e que é extensiva à própria Madeira. Há que ter recursos humanos para poder conciliar-se as duas realidades (nacional e regional) para bem do nosso futebol. Se não fizermos um bom trabalho interno, dificilmente teremos boas prestações nos nacionais.
NÃO ESTÁ NOS MEUS PLANOS REGRESSAR NOS PRÓXIMOS ANOS À ASSOCIAÇÃO
«Nunca fecho totalmente a porta, desde que seja para ajudar ao Desporto da Madeira. Tenho um orgulho enorme, considero-me madeirense, defendo a ilha com tudo e estou disponível para ajudar a melhorar o Desporto e a Educação mas não está nos meus planos regressar à Associação e às selecções da Madeira nos próximos anos».
ELAS SÃO «GUERREIRAS,
«NUNCA SE ENTREGAM…»
As jogadoras madeirenses são «guerreiras». Diz quem sabe, quem lá esteve 13 anos e com várias gerações de atletas.

«Nunca baixam os braços, nunca se entregam mesmo que as coisas não estejam fáceis». O ex-selecionador refere mesmo existir “lá fora” esse «respeito e reconhecimento por essa atitude, a par da qualidade que revelam», acrescentando ainda o «quererem e o terem muito gosto em aprender». Nuno Cruz não tem dúvidas que na Madeira “espuma-se” muito talento que é facilmente visível nas jogadoras, se bem que entenda haverem igualmente alguns bons jovens treinadores a surgir. «É fundamental continuar-se a Formação.
Agora, deixo um conselho:
Façam um passo de cada vez, não podemos querer ser… logo no primeiro ano. Não se deve estar na Formação já a pensar nos séniores.
Sejam, primeiramente, felizes com a transmissão de conhecimentos. Penso que a esse nível, no futebol feminino, é preciso um certo perfil, juntar respeito ao conhecimento. Vejo, por vezes, comportamentos de alguns treinadores que me deixam preocupado.
Existem alguns “pedantes” no futebol, é preciso chamar a atenção sem deixar de explicar o porquê…! Felizmente que também há mais raparigas na arbitragem, temos, por exemplo, a par de outras, a Leonor Sargo que é muito dedicada e que gosta muito daquilo que faz»
NUNO CRUZ
EM DISCURSO DIRECTO
A certa altura desta entrevista convidamos Nuno Cruz a emitir uma opinião sobre algumas pessoas que “se atravessaram” com ele na Associação de Futebol da Madeira.
Telmo Santos
«MUITO COMPETENTE PARA ESTE CARGO»
Telmo Santos, o novo coordenador do futebol feminino: «É uma pessoa muito competente para o exercício deste cargo, é a primeira vez que está no futebol feminino mas deixou sempre a sua marca por onde passou».
Rui Coelho
«MUITA AMBIÇÃO E VONTADE EM MELHORAR O FUTEBOL»
Rui Coelho, actual presidente da Direcção da AFM: «Tem bastante ambição e vontade em melhorar todo o futebol feminino da Madeira e desejo-lhe os maiores sucessos pessoais, bem como a toda a equipa de trabalho e a toda a estrutura do gabinete técnico, porque o que está verdadeiramente em causa é o desenvolvimento do futebol e o seu sucesso, tanto à escala regional como nacional»
Rui Marote
«UM VERDADEIRO GENTLEMAN»
Rui Marote (presidente da Direcção na época em que Nuno Cruz entrou na AFM): «Teve sempre um comportamento extraordinário, um verdadeiro gentleman. Sempre me tratou da melhor forma, com máximo profissionalismo, com ética e amizade. Desejo-lhe também as maiores felicidades, foi uma pessoa que me marcou e foram mesmo muitos anos juntos… Sempre fez questão de acompanhar-me em todos os jogos, tanto no banco como no grito da equipa».
Humberto Fernandes
«PESSOA CERTA NO LUGAR CERTO»
Humberto Fernandes (coordenador técnico): «Tem uma personalidade muito forte. Vive muito o que faz, vive 24 horas sobre 24 horas o cargo, o futebol madeirense e o seu desenvolvimento. É a pessoa certa no lugar certo, trata-se de um excelente profissional e que é incansável para que tudo corra sempre bem. Não é fácil agradar a todos mas tenta…
Fica o meu agradecimento, pois foi ele que me convidou mas também pelo respeito que sempre manifestou, pelo reconhecimento e amizade. E sem dúvida que também por tudo isso, a minha decisão de sair acabou por durar bem mais… Fez e faz um grande trabalho, representa muito bem o futebol da Madeira. Desejo os maiores sucessos, extensivos à sua equipa e, sem dúvida, que fica uma eterna amizade»






